Mensagem psicografada por Alda Maria Salazar Pinto, durante o Culto do Evangelho no Lar do CEMFS, dia 11/02/2011:

“Fora da caridade não há salvação” – máxima sublime que encerra todos os deveres dos homens.

Imerso nos eflúvios do Pai, caminha o espírito na direção da Luz, tendo como orientação as leis que governam o orbe e que preceituam a felicidade instalada em todos os corações, desde que haja o esforço constante de exercitar, com amor, o amor.

Devido a seu estado ainda egoísta e orgulhoso, o ser humano reduz, e muito, seu espaço de atuação no bem, por estar algemado a suas atitudes mesquinhas. Mas ao espírita cristão é dada a oportunidade – e que esta seja imperdível – de estender as mãos a seu próximo. O ideal é que essas mãos estendidas estejam repletas de tolerância, paciência, respeito, não apenas dos recursos materiais, também importantes para a sustentação da dificuldade alheia.

A caridade, em sua manifestação, deve retratar um sentimento verdadeiro de acolher o outro em sua dor, sem interferência alguma do julgamento, atitude muito própria daquele que se propõe a ajudar e que, na realidade, expõe a condição íntima do que se faz intermediador dos recursos divinos.

Antes, analise a si mesmo e suas pendências, ensejando o imediato, pois urgente, movimento da reforma íntima para que, desfazendo-se dos entornos infelizes das energias menores, possa auxiliar com a eficiência que o Cristo de Deus espera de cada um de nós.

É uma tarefa que deve ser realizada concomitantemente à outra, até porque, muitas vezes, desviamos nossa visão dos nossos feitos por meio de mecanismos de defesa que acionamos para nos proteger, recursos que não somam positivamente no processo individual de evoluir.

O contato com o próximo é riquíssimo de oportunidades de amadurecimento íntimo, visto que ele é, muita vez, para nós outros, como um espelho refletindo nossa verdadeira imagem.

Praticar a caridade, viver o amor é ter sempre a companhia gloriosa do Mestre tão amado, Jesus Cristo, orientador perfeito para nossas almas combalidas pelas atitudes que já deveríamos ter invalidado como referência do nosso crescimento moral.

“Conhecereis meus discípulos por muito amarem” – que assim seja, sempre e sempre!

                                  

Manoel Felipe Santiago